E O VENCEDOR FOI...

Melhor filme
“Avatar”
“The Blind Sinde”
“Distrito 9″
“Educação”
“Guerra ao Terror” – VENCEDOR
“Bastados Inglórios”
“Preciosa”
“Um Homem Sério”
“Up – Altas Aventuras”
“Amor Sem Escalas”

Melhor diretor
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror” – VENCEDOR
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”

Melhor ator
Jeff Bridges, “Crazy Heart” VENCEDOR
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A Single Man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Rennet, “Guerra ao Terror”

Melhor atriz
Sandra Bullock, “The Blind Side” VENCEDOR
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia”

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The Messenger”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios- VENCEDOR

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas”
Maggi, “Crazy Heart”
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas”
Mo’Nique, “Preciosa” - VENCEDOR

Melhor animação
“O Fantástico Sr. Raposo”
“Coraline e o Mundo Secreto”
“Up – Altas Aventuras” - VENCEDOR
“A Princesa e o Sapo”
“The Secret of Kells”

Melhor roteiro original
Guerra ao Terror” - VENCEDOR
“Bastardos Inglórios”
“The Messenger”
“Um Homem Sério”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor roteiro adaptado
“Distrito 9″
“Educação”
“In the Loop”
“Preciosa” - VENCEDOR
“Amor Sem Escalas”

Melhor filme estrangeiro
“Teta Assustada”, Peru
“A Fita Branca”, Alemanha
“O Profeta”, França
“Ajami”, Israel
“O Segredo de Seus Olhos”, Argentina - VENCEDOR

Melhor direção de arte
“Avatar” - VENCEDOR
“O Imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“Sherlock Holmes”
“A Jovem Victoria”

Melhor fotografia
“Avatar” - VENCEDOR
“Harry Potter e o Enigma do Príncipe”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“A Fita Branca”

Melhor figurino
“Brilho de uma Paixão”
“Coco Antes de Chanel”
“O Imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“A Jovem Victoria” - VENCEDOR

Melhor edição
“Avatar”
“Distrito 9″
“Guerra ao Terror” - VENCEDOR
“Bastardos Inglórios”
“Preciosa”

Melhor maquiagem
“Il Divo”
“Star Trek” - VENCEDOR
“A Jovem Victoria”

Melhor trilha sonora
“Avatar”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“Guerra ao Terror”
“Sherlock Holmes”
“Up – Altas Aventuras” - VENCEDOR

Melhor canção original
“A Princesa e o Sapo”, com “Almost There”
“A Princesa e o Sapo”, com “Down in New Orleans”
“Paris 36″, com “Loin de Paname”
“Nine”, com “Take It All”
“Crazy Heart”, com “The Weary Kind” - VENCEDOR

Melhor documentário de longa-metragem
“Burma VJ”
The Cove” - VENCEDOR
“Food, Inc”
“The Most Dangerous Man in America”
“Which Way Home”

Melhor documentário de curta-metragem
“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province”
“The Last Campaign of Governor Booth Dardner”
“Music by Prudence” - VENCEDOR
“Rabbit à la Berlin”


Agora sério gente, Steve Martin e Alec Baldwin estavam formidáveis e tirando onda com Atividade paranormal foi o melhor. Confiram abaixo...




ELEMENTAR MEU CARO GUY RITCHIE

A maior adaptação da literatura para os cinemas volta as telonas de uma maneira nada convencional. Covencional no sentido da obra literária mesmo. Robert Downey Jr. interpreta o mais sarcástico personagem da história, mas do jeito ímpar que é Robert Downey... Judie Law vestiu-se de Watson, médico e melhor amigo de Holmes e Rachel McAdams interpreta Irene Adler (surpresa ela aparecer?). No filme, o Lorde Blackwood, feitor de magia negra numa Londres admirável e com elementos expressionistas, com um romantismo de uma literatura clássica com a modernidade "Ritchiniana" (rendendo a indicação ao Oscar de Direção de Arte) é enforcado, trazendo paz na monumental cidade. Porém ele ressussita dos mortos e Sherlock volta ao caso.
Câmeras lentas em seus momentos de ver o que não vemos, de calcular o seu próximo passo são sensacionais. Um "Q" grandão com a cara de Robert está no filme (ele está sempre empolgante). Narrativa que te prende que pode até atrapalhar de tão rápida que é. Com uma trilha sonora fantástica e ao mesmo inusitada, pela semelhança de um violino desafinado (que também rendeu indicação ao Oscar), este filme que está seguro como blockbuster surpreende, adiconando uma dosagem de humor "negro" que Guy Ritchie costuma fazer em suas obras (como o fabulosos Snacth e Rocknrolla). Porém, não posso deixar de dizer que mesmo com Holmes ter inspirado a série dr. House, não pude deixar de perceber que o desfecho do filme foi House demais ou Scooby Doo (palavras do pessoal da omelete gente). Que tinha que ter uma luta em cima de alguma coisa para agradar os fãs de Wolverine (dar mais gente nas salas de cinema). Mas é muito divertido, com todos os elementos de cinema de entretenimento e elementos de Guy, o filme se apodera do que há de novo no cinema para criar uma nova atmosfera de Sherlock Holmes, andar nas ruas de Baker e mandar todos os fãs do detetive mais esperto para as cucuias.

ATIVIDADE NA PARADA


Como falar de um filme que não é bom e nem ruim? Difícil é ter que responder que Atividade Paranormal chegou a surpreender em muito dos seus momentos.
Com um estilo "Bruxa de Blair", Atividade nos traz a acreditar que tudo aquilo é verdade, mas não é. Não é cortando o barato... Tá bom, cortei um pouco o barato, mas explicando o quanto a mentira que é o cinema pode enganar qualquer um. Ver making off de seus filmes favoritos pode tirar-lhe toda a alegria e entusiasmo que você obtinha antes de ver por trás das câmeras. Mas cenas reais deste filme para quem conhece cinema e como é feito, pode-se parecer um saco, mas um saco mesmo.
Um casal passa o tempo todo ( no filme) dentro de uma casona bonitona e tal, sempre com uma câmera ligada, o sujeito tentava encontrar vestígios de que algo sobrenatural estava acontecendo ali. Com visita de um sensitivo (não são pessoas com dentes sensíveis - Obs.: esta piada é horrível) que teme entrar na casa com uma interpretação escrota (desculpe as palavras, viu caro leitor) colaborando com o tédio que até então parece não acabar.
Gastos apenas 15 mil dólares (dizem), Atividade paranormal arrecadou mais que 100 milhões e fez crer pra muita gente que é possível fazer cinema com pouco investimento e pouca ideia na cabeça. Este filme caro amigo, (perdão para quem gosta e defende ele como cinema) não é cinema, é algo altamente creditado de fantástico em seu enredo redondo, prendendo a atenção mesmo com recursos sem grande coisa, dando sustos sem uma gota de sangue qualquer.

Pode acreditar que filmes como estes irão chover por ai, e o cinema é mais do que isso. Mas não querendo me contradizer, este terror sem sangue é perturbador tecnicamente, fazendo com um simples movimento de amadorismo e confiança num enredo carregado de verdades espalhadas pelo público, faz com que creiamos no susto. Se assustar com uma galera, comendo pipoca e vendo seu dente doer de tanto conversar, isso torna o momento divertidíssimo, que outros filmes assim apareçam e façam a gente acreditar (mesmo não sabendo que não é real...) que é possível entreter-se.
Nota: 5,0

O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS


O blog Cultura Ciliar traz agora uma apreciação crítica do documentário "O homem que engarrafava nuvens", direção de Lírio Ferreira, que retrata a vida e a obra do músico, compositor, poeta, advogado, deputado federal e criador de leis de direito autoral Humberto Teixeira (Iguatu-CE, 5 de janeiro de 1915- Rio de Janeiro-RJ, 3 de outubro de 1979), que estreou no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro em 2008, e só visto em cartaz pelas paragens de Fortaleza, estado do biografado, neste começo de 2010, evidentemente à margem do circuito comercial por ser cinema de arte. Mais produções artísticas como essa são fundamentais e devem ser estimuladas, pois trabalham com a questão da identidade cultural, do resgate das raízes formadoras da nossa sociedade, da auto-estima do povo brasileiro, que precisa rever os seus referenciais de liderança, dos seus heróis nacionais, que são muito mais numerosos e relevantes do que os políticos e os militares que dão nome às ruas das nossas cidades (na verdade cujos nomes são impostos). Em Fortaleza, quarta maior cidade brasileira, não há uma grande avenida sequer homenageando Humberto Teixeira ou Patativa do Assaré, por exemplo.

O filme começa com uma cena no cemitério, em que Denise Dumont, atriz e filha de Humberto Teixeira, vai visitar o túmulo do seu querido pai e começa a refletir sobre a sua figura como ser humano e personalidade da cultura brasileira. Pouco se sabe sobre esse ícone da música nacional, mas as crianças desde cedo aprendem na escola a tocar na flauta, no violão, a cantarolar a toada-baião "Asa Branca", por exemplo, sem imaginar o contexto sócio-econômico, cultural e político da época em que foi composta essa e tantas outras obras musicais memoráveis foram incorporadas ao nosso cancioneiro. Denise Dumont, que assina a produção do documentário, demonstra um firme propósito em coletar depoimentos e informações acerca de seu pai, resgatando, além da sua própria história pessoal, genealógica, parte significativa da história da música brasileira, através de imagens do interior e da capital do Ceará nos anos 1920 e 1930, do Rio de Janeiro de 1940 em diante, onde Humberto Teixeira fixou residência até a sua morte em 1979.

Humberto Cavalcanti Teixeira, o retratado no documentário, nasceu na cidade de Iguatu, no interior do Ceará, no meio do Polígono das Secas, no sertão do Nordeste do Brasil. O nome de sua cidade natal, em língua indígena, significa "água boa". O título "O homem que engarrafava nuvens" é bastante sugestivo pois o "Doutor do Baião", como era conhecido, ao mesmo tempo erudito literato e compositor de trovas populares à maneira da literatura de cordel, observava a paisagem sertaneja e se inspirava para a sua criação artística, "engarrafando" as nuvens, o arco-íris, a resistente vegetação da caatinga.

Ao longo do documentário, outras personalidades da cultura brasileira fazem participações cantando as canções de Humberto Teixeira e/ou fazem depoimentos a respeito da vida e da obra do compositor cearense. Gilberto Gil, Caetano Veloso, o jornalista Tárik de Souza, a banda cabaçal Os Irmãos Aniceto, Patativa do Assaré, Raimundo Fagner, Fausto Nilo, Maria Bethânia, Chico Buarque, Gal Costa, entre outros, até o próprio Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga em gravações da década de 1970 dão o ar de sua graça no documentário. Nonato Luiz faz seu violão maravilhoso ressoar na nave da neogótica Catedral Metropolitana de Fortaleza. Em outro momento, "Paraíba" é cantada em japonês, mas que não convence tanto e soa bastante estranho e artificial, por não ter a flexibilidade e o lirismo do português dos brasileiros. Até em Nova Iorque, a banda Forró in the Dark (nome inspirado na canção "Forró no Escuro" de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), de músicos brasileiros e o norte-americano David Byrne, cantam esse repertório de música nordestina em português e em inglês, uma passagem muito interessante de como a música brasileira conseguiu de maneira curiosa, principalmente ao longo do século XX, chegar a vários lugares do mundo e ainda permanecer desconhecida da maioria dos brasileiros atualmente.

A voz de Humberto Teixeira, "em off" durante boa parte do documentário, conta que desde criança ouvira o baião sendo tocado, que era música antiga, de três ou quatro séculos atrás, que juntamente com Luiz Gonzaga, eles tiveram o propósito de levar essa música nordestina para que o restante do Brasil conhecesse, e formasse um resistência cultural após a Segunda Guerra Mundial contra a música estrangeira que acriticamente era consumida e disseminada no Brasil (vejam como isso ainda é atual). Como tantos nordestinos que emigraram ao Centro-Sul buscando melhores condições de vida, indo para o Rio-São Paulo ou para o Planalto Central, formando a legião de "candangos", os construtores de Brasília (nova capital da esperança, que em 2010 comemora 50 anos), Humberto Teixeira, através da música, lembrava os seus conterrâneos das saudades da sua terra natal, exaltando a natureza, utilizando a língua corrente do povo e coerente com as tradicionais manifestações culturais desse interior, para o qual, como se diz no filme em questão, o homem brasileiro virou as costas (belíssima expressão idiomática essa - o interior geográfico e o próprio interior do ser humano).

Um excelente filme, primorosamente preparado, que deve ser apreciado por quem se interesse de verdade pela cultura do Brasil. "O homem que engarrafava nuvens" conta a história da música brasileira do século XX por uma perspectiva muito interessante, como já tratamos nesta apreciação crítica. O blog Cultura Ciliar recomenda que os leitores internautas assistam a essa preciosidade, maravilha cinematográfica, que, mesmo com quase duas horas de duração, consegue ser um produto cultural informativo, nutritivo de alma e de real entretenimento.

Nota: 9,0

texto de Marco Leonel Fukuda

(500) DIAS DE AMIZADE


Com todo respeito às mulheres, mas ô espécie complicada viu! Depois de assistir este filme e vê pontos de vistas diferentes percebi o quanto pude entender mais sobre a mulher (tá, exagerei um pouco, o único que conseguiu entender sobre a mulher está morto).

Tom (Joseph Gordon-Levitt é simplesmente um “cara” que se apaixona por Summer (trocadilho legal do título original: 500 Days of Summer – ou 500 Dias de Verão), uma jovem lindíssima (de suspirar e encantar e... ai, ai se minha namorada ver isso) interpretada por Zooey Deschanel, porém Summer nada quer com o jovem ingênuo que se afunda numa paixão irremediável.

Summer fica fria, indiferente com o "rolo" que eles catalizam, e o pior acontece.

Marc Webb que estréia nos cinemas (um clipeiro de primeira) mostrou que tem potencial, segurando uma narrativa tão imprecisa que é de destrinchar o sentimento de uma garota doida (eu entendo o cara, bichinho, sofreu tanto) que termina inexplicavelmente . Escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber, que renderam a indicação ao globo de Ouro, fazendo em uma das cenas mais interessantes em seu caminho rotineiro ao trabahlo transformar num caleidoscópica cena de musical eletrizante e gostosa. Ótimo a sua forma narrativa com uma montagem sensacional mostrando não de maneira linear os dias que eles se conhecem até seu definitivo fim apoteótico que faz deste filme anti-comédia romântica uma das melhores sensações nos últimos anos (sério, sem exagero, só um pouquinho).




"O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você Jenny Beckman. Vadia". Palavras que o narrador exprime logo de cara, faz de 500 dias com Ela antológico. "Um filme que não fala de amor", mas sim, fala da incapacidade eterna do homem entender o sentimento correlacionado a mulher.
Fazendo um paralelo com Harry e Sally – Feitos um para o outro (filme de 1979, imperdível), de Rob Reiner e Roteiro de Nora Ephron (que dirigiu filmes como Sintonia de Amor e Julie e Julia mais recente) exalta a qualidade de amizade entre um casal, que segundo a filosofia de Harry (Billy Crystal) um homem nunca pode ser um amigo do sexo oposto, pois para o homem o sexo sempre vem em primeiro lugar numa relação como essa, sendo que a mulher acha perfeitamente cabível ter uma relaçõa agradável com o homem, e para quem viu o filme sabe quanto o final implica na indagação de Harry desde o começo, mas existindo um sentimento verdadeiro que só poderia acontecer entre dois amigos.




No 500 dias com Ela, tudo que Summer quis demonstrar desde do começo de sua aproximação com Tom, que é possível a amizade entre eles.

Outra coisa importante para ressaltar no filme é quanto o amor pode ser maravilhoso, quando tudo está perfeito até um passarinho azul pousa em seu ombro, mas refletindo ao contrário também, quando o amor é uma praga destruidora e machuca tanto quanto qualquer outra coisa. A referência do clássico "A Primeira Noite de um Homem" é sem dúvida inquestionável e simplista pelo sentimento e a loucura que o amor faz diante de situações que não conseguimos enxergar com clareza. Somos incompreendidos pelos sentimentos, nos culpamos por não sermos máquinas,por nos importarmos com os outros e por prezar esta amizade entre homens e mulheres que existe como Harry defende e como Summer se comporta até chegar em sua frieza calculada (palavras do Chapolin na verdade).



Uma amizade entre homens e mulheres não podem durar 500 dias, mas sim, uma amizade verdadeira durará um Harry e Sally infinito.




Nota: 10

DISTRITO 9, 9 E OUTROS NOVES



Neill Blomkamp é um visionário. De um curta experimental (no sentido de experiência mesmo) para as telonas, ele criou uma epopéia mágica e intrínseca que atravessa de uma humanidade suja e inoperante ao caos de uma situação indigesta para ambas as partes, a qual se relaciona com alienígenas que exilados pelos homens após aterrissar em solo sul-africano. Com uma explicação sobre o ocorrido em todo o filme com uma peculiar desinência ao documentário, Distrito 9 se torna sim um dos melhores filmes de 2009.
Em minha humilde lista dos Dez melhores do ano passado, este filme ficara de fora pelo fato de não ter conseguido assistir a tempo e ter esperado o DVD chegar para conseguir prestigiar umas das melhores obras de ficção científica desde Matrix, o filme Distrito 9 resvala na extrema capacidade (onde levou Peter Jackson a acreditar no projeto e no diretor Blomkamp) e criou uma atmosfera suja e asquerosa no limiar da competência técnica e organizada que o cinema é.
Gravado totalmente na terra natal de Neill Blomkamp, em Johannesburg na África do Sul, com uma impecável produção técnica de efeitos visuais, digo isso pelo pouco dinheiro investido no filme que chega somente na casa dos 50 milhões de dólares arrecadando mais do dobro. Que faz do filme mais realista e de potência rítmica perturbadora e frenética no que se propõe o Distrito 9. Curandeiros africanos querendo devorar Aliens para ter o mesmo poder e força para manipular as armas onde somente os ET’s podem usá-los.
Contudo, uma Edição estilizada agoniada do começo ao fim, com parâmetros de documentário (acho que já falei sobre isso...) e um roteiro onde lhe rendeu a indicação também ao Oscar, além de Melhor Filme, Distrito 9 é uma Excelência de produção, com uma estória ágil e de grande impacto social.



9 – A Salvação, um filme que todos que entram na locadora onde trabalho alude este filme a Tim Burton, mas não é.
Dirigido e roteirizado por Shane Acker, estudante de cinema em animação, que fez um curta-metragem com o mesmo nome e mesmo enredo encheu os olhos de Tim Burton apadrinhando o projeto para um longa (o mesmo caso de distrito 9, tendo Peter Jackson adotando o projeto e praticamente bancando o filme que rendeu 3 indicações ao Oscar).
9 é o bonequinho que acorda num mundo devastado, destruído pela velha rivalidade entre homens e máquinas que o cinema sempre avisa em filmes tempestuosos em arrasa-quarteirões e tudo mais. Então 9 encontra o 7, e descobre que não é o único naquele gigante mundo de perigos e descobertas.
O interessante nisso tudo é que cada boneco representa uma particularidade de seu inventor, que deu vida a estes seres para uma nova procriação, colocando, digamos assim “pedaços de sua alma”, neles, e cada um aparenta uma personalidade, um equilíbrio que nós seres humanos temos.
O boneco 1 tem como questão a liderança, o juízo de mostrar controle nas situações, o 2, a inteligência, o poder de criação, o 3 e o 4 que são gêmeos, inquietos e de grande informação adquirida, o 5 o afeto, a necessidade de nunca desistir, o 6 a obsessão, o desprendimento da razão diante daquilo que o, a 7 a agilidade e o lado feminino de sentimento de responsabilidade, o 8 a força física e o vício e o 9 o principal pela coragem irradiada de dentro, sem temor, confrontada com a curiosidade que todos nós temos.
Um filme apocalíptico, que busca a coragem dentro de todos nós, mesmo se for divididos em nove pedaços para encontrar a paz que cada um acredita existir. Uma animação de grande impacto que merece ser visto.


Dentre outros noves no cinema o musical Nine que ficou de fora da corrida do Oscar apresentou essa nova gama de 9 sucessivos que os filmes estão colocando em circuito. Sem falar do filme Número 9 que não teve nenhum êxtase e o não tão famoso 9° Pelotão ou até mesmo o clássico 9 ½ semanas de amor. Nine Miles Down, Wolken Neun, The Nine Lives of Marion Barry (Documentário da HBO sobre o ex-prefeito negro de Washington, DC, que foi famosamente preso com crack num quarto de hotel da capital americana, numa operação do FBI que usou sua namorada como informante), Subjectified: Nine Young Women Talk about Sex (Documentário em que 9 mulheres jovens falam de sexo e apresentam um ponto de vista feminino para a discussão da sexualidade), 9-9-09 (Um mistério envolve uma cidade que foi atacada em 9 de setembro de 2009. No futuro, 60 anos depois do incidente, a última sobrevivente conta em flashback o que realmente aconteceu naquele dia) e One Nine Nine Four. Porém, com muita incerteza que digo que o número 9 é um número místico dentro dos títulos do cinema, e se eu tiver alguma referência com minha série de TV favorita não descarto que Lost na soma de seus números maravilhosos: 4, 8, 15, 16, 23 e 42 que somando da 108 e 1+0+8= 9.
Nota Distrito 9: 9.5
Nota 9 - A Salvação: 9,0

LÁ VEM O CARNAVAL, E QUEM SE IMPORTA, O OSCAR ESTÁ AI...


LOS ANGELES – "Avatar" e "Guerra ao Terror" lideram empatados a corrida à 82ª edição do Oscar, a maior premiação do cinema mundial, organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Tanto o épico 3D de James Cameron quanto o relato de um esquadrão anti-bombas na Guerra do Iraque, dirigido por Kathryn Bigelow, obtiveram nove indicações. A curiosidade é que "Guerra ao Terror" foi lançado direto em DVD no Brasil, no ano passado, mas vai ganhar uma chance nos cinemas a partir da próxima sexta-feira (05).


Os finalistas das 24 categorias foram anunciados pela atriz Anne Hathaway ("O Diabo Veste Prada") e pelo presidente da Academia, Tom Sherak, no teatro Samuel Goldwyn, em Beverly Hills.



A maior novidade deste ano fica por conta dos indicados a melhor filme: pela primeira vez em 66 anos, 10 filmes vão disputar o principal prêmio da cerimônia. Com isso, a Academia de Hollywood pretende abranger uma ampla gama de concorrentes, em especial produções populares, sucessos de bilheteria, ao lado de longas-metragens independentes e queridos pela crítica.
Graças a isso, puderam entrar na disputa "Um Sonho Possível", aclamado pelo público norte-americano e que pode dar um Oscar de atriz a Sandra Bullock, a ficção científica "Distrito 9" e até "Up – Altas Aventuras", que concorre a melhor filme e melhor animação, o que não havia acontecido desde a criação da categoria, em 2001. A grande ausência é o musical "Nine", um dos carros-chefe do Globo de Ouro, mas que ficou fora das principais categorias.
Depois de "Avatar" e "Guerra ao Terror", lideram o total de indicações "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, que entrou em sete categorias, seguido pela comédia "Amor Sem Escalas" e o drama independente "Preciosa", cada um lutando por seis prêmios.


Os indicados foram escolhidos por profissionais específicos de cada categoria: atores votaram nos finalistas de interpretação, roteiristas nos de roteiro e assim por diante. No Oscar de melhor filme, porém, todos os cerca de 5,8 mil membros da Academia dão seu palpite.
A 82ª edição do Oscar acontece no dia 07 de março, domingo, no Kodak Theatre, em Los Angeles, e será transmitida ao vivo para mais de 200 países.
A festa será apresentada pelos atores Steve Martin e Alec Baldwin. A primeira edição do Oscar, em 1929, foi apresentada por duas pessoas, Douglas Fairbanks e William DeMille. Há mais de duas décadas, no entanto, isso não acontecia: a última vez que o posto de apresentador foi compartilhado ocorreu em 1987, com Chevy Chase, Goldie Hawn e Paul Hogan.
Veja abaixo a lista dos principais indicados ao Oscar 2010:


Melhor filme

"Avatar"
"Um Sonho Possível"
"Distrito 9"
"Educação"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"
"Amor Sem Escalas"

Melhor diretor

James Cameron, "Avatar"
Kathryn Bigelow, "Guerra ao Terror"
Quentin Tarantino, "Bastardos Inglórios"
Lee Daniels, "Preciosa"
Jason Reitman, "Amor Sem Escalas"

Melhor ator

Jeff Bridges, "Crazy Heart"
George Clooney, "Amor Sem Escalas"
Colin Firth, "A Single Man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Jeremy Rennet, "Guerra ao Terror"

Melhor atriz

Sandra Bullock, "Um Sonho Possível"
Helen Mirren, "The Last Station"
Carey Mulligan, "Educação"
Gabourey Sidibe, "Preciosa"
Meryl Streep, "Julie & Julia"

Melhor ator coadjuvante

Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "O Mensageiro"
Christopher Plummer, "The Last Station"
Stanley Tucci, "Um Olhar do Paraíso"
Christoph Waltz, "Bastardos Inglórios"

Melhor atriz coadjuvante

Penelope Cruz, "Nine"
Vera Farmiga, "Amor Sem Escalas"
Maggie Gyllenhaal, "Crazy Heart"
Anna Kendrick, "Amor Sem Escalas"
Mo'Nique, "Preciosa"

Melhor animação

"O Fantástico Sr. Raposo"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"Up - Altas Aventuras"
"A Princesa e o Sapo"
"The Secret of Kells"

Melhor roteiro original

"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"O Mensageiro"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor roteiro adaptado

"Distrito 9"
"Educação"
"In the Loop"
"Preciosa"
"Amor Sem Escalas"

Melhor filme estrangeiro

"A Teta Assustada", Peru
"A Fita Branca", Alemanha
"O Profeta", França
"Ajami", Israel
"O Segredo de Seus Olhos", Argentina

Melhor direção de arte

"Avatar"
"O Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"Sherlock Holmes"
"A Jovem Victoria"

Melhor fotografia

"Avatar"
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"A Fita Branca"

Melhor figurino

"Brilho de uma Paixão"
"Coco Antes de Chanel"
"O Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"A Jovem Victoria"

Melhor edição

"Avatar"
"Distrito 9"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"

Melhor maquiagem

"Il Divo"
"Star Trek"
"A Jovem Victoria"

Melhor trilha sonora

"Avatar"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Guerra ao Terror"
"Sherlock Holmes"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor canção original

"A Princesa e o Sapo", com "Almost There"
"A Princesa e o Sapo", com "Down in New Orleans"
"Paris 36", com "Loin de Paname"
"Nine", com "Take It All"
"Crazy Heart", com "The Weary Kind"

Melhor documentário de longa-metragem

"Burma VJ"
"The Cove"
"Food, Inc"
"The Most Dangerous Man in America"
"Which Way Home"

Melhor documentário de curta-metragem

"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province"
"The Last Campaign of Governor Booth Dardner"
"Music by Prudence"
"Rabbit à la Berlin"

Melhor curta-metragem de animação

"French Roast"
"Granny O'Grimm's Sleeping Beauty"
"The Lady and the Reaper"
"Logorama"
"A Matter of Loaf and Death"

Melhor curta-metragem

"The Door"
"Instead of Abracadabra"
"Kavi"
"Miracle Fish"
"The New Tenants"

Melhor edição de som

"Avatar"t
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Star Trek"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor mixagem de som

"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Star Trek"
"Transformers - A Vingança dos Derrotados"

Melhores efeitos visuais

"Avatar"
"Distrito 9"
"Star Trek"

UM ESTRANHO NO NINHO - FANATISMO...


Ver um Seriado de Tv americana nos tempos de hoje é sinônimo de boa qualidade, de entretenimento inteligente e satisfação em ver algo que você gosta e demorará a acabar.

O caso de House, série de TV da Fox dos EUA, Universal Channel aqui no Brasil tem todos estes ingredientes ou elogios dependendo do ponto de vista do meu querido leitor.


Hugh Laurie que na sua Sexta temporada e já produtor executivo da Série (uma das mais famosas do mundo hoje, diga-se de passagem), com vários prêmios na bagagem é quem interpreta o misantropo mais amável do planeta. As especulações de que ele encerrará o seriado na sua sexta temporada com 30 episódios me fez escrever este humilde texto de fanatismo.


Gregory House é um médico excêntrico que descobrimos em sua sexta temporada que ele tem um problema sério, não tachado por todos os que conhecem como um chato egoísta e anti-social, mas como um ser humano que tem que ser tratado.

Seu primeiro episódio da sexta temporada, vemos House em um manicômio para sua recuperação contra o Vicodin que conhecemos desde sua primeira temporada, e Radiohead para enaltecer (mais ainda) seu sofrimento de um viciado. O interessante é seu comportamento diante dos outros pacientes que lembra totalmente Jack Nicholson em um dos filmes mais importantes da história do cinema. O Dr. Nolan, diretor do manicômio exprime na série como o único cara que conseguiu ver o real problema do House sem tachá-lo como alguém sofrível ou amargurado, dando certa esperança de que ele possa ser alguém mehlor socialmente.

Se é isso que esperamos do Dr. House eu não sei, mas esta última temporada o qual está sendo exibida nos EUA é sensacional, este texto não quis dizer absolutamente nada, só o quanto este seriado é genial, e o quanto admiro os roteiristas para uma das melhores séries de TV que já vi passar nos últimos anos.

LULA LÁ...



Se você é um Nordestino de sucesso que mora em São Paulo e lutou sem desistir pelo seu ideal, vai se identificar com este filme com o cardápio alá "Os 2 Filhos de Francisco". E se você for do PSDB achando um filme extremamente Eleitoral, não fique bravo, em poucs anos farão um filme do Serra e tudo será resolvido.

Lula, o Filho do Brasil compõe bem o estilo de cinema sofrível que nos acostumamos de ver no Cinema Novo, com a cara e a coragem do brasileiro, com um final apoteótico, onde a esperança existe, diferente dos filmes (completamente diferente aliás, deixa eu enfatizar) do Glauber Rocha, o cinema brasileiro totalmente influenciado pelos ianques que querem fazer do cinema nacional uma gastura multiplicadora de sucesso de bilheteria, expondo a nossa mundice de forma estilizada e absurdapra quem for ver de fora, só achar que o Brasil é futebol, mulheres bonitas e tráfico de todo tipo.

Isso não é problema para o Lula: Não o de hoje - assim sim, ele tem que se preocupar, o do filme porém só quer fazer algo por sua mãe (principalmente), Dona Lindu que foi incorporada por Glória Pires (que praticamente é a protagonista, o filme deveria se chamar Dona Lindu - Uma mulher de Talento), e aos poucos ele vai acentuando sua carreira como um líder nato, de um simples garoto que fez Tornaria Mecânica no SENAI para presidente do Brasil.
Um filme que você pode achar muito atrativo para uma candidatura do Luiz Inácio, mas com um olhar voltado pro filme somente, esquecendo o mundo fora do escurinho do cinema e chupando drops ou comendo uma pipoca enrugada, este projeto sem nenhuma participação de leis fiscais fez dele, algo passivo, enaltecendo o cara de quatro dedos, um personagem que parece não errar e saber o que realmente tá acontecendo. Uma imitação complicada de entender, quando as vezes ele é o Lula de hoje, depois ele é um cara que só lembra o Lula quaundo assimilamos com a Barba.

De todo modo, cinema é quando a realidade fica difícil de entender, e "Lula - O filho do Brasil" faz o espectador dar uns pulinhos de alegria no final vitorioso do Luíz Inácio Lula da Silva.

Nota: 7,0

GLOBO DE OURO 2010



O cinema e a televisão contempla todos os anos a segunda maior festa de premiações dos filmes mais rentáveis e "importantes" do ano. O Globo de Ouro que já é o diagnosticador do Oscar é onde vai premiar os melhores de 2009. Então, vamso aos indicados.


Drama
Avatar
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa
Amor sem Escalas

Musical ou comédia
500 Dias com Ela
Se Beber, Não Case!
Simplesmente Complicado
Julie & Julia
Nine

Animação
Tá Chovendo Hambúrguer
Coraline e o Mundo Secreto
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
Up - Altas Aventuras

Filme estrangeiro
Os Abraços Partidos
Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte
La Nana
Un Prophète
Baarìa

Diretor
Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror
James Cameron, por Avatar
Clint Eastwood, por Invictus
Jason Reitman, por Amor sem Escalas
Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios

Roteiro
Distrito 9, de Neill Blomkamp e Terri Tatchell
Guerra ao Terror, de Mark Boal
Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino
Simplesmente Complicado, de Nancy Meyers
Amor sem Escalas, de Jason Reitman e Sheldon Turner

Música original
Crazy Heart, "The Weary Kind"
Everybody's Fine, "(I Want To) Come Home"
Nine, "Cinema Italiano"
Brothers, "Winter"
Avatar, "I See You"

Trilha Sonora
O Desinformante, de Marvin Hamlisch
Up - Altas Aventuras, Michael Giacchino
Onde Vivem os Monstros, Carter Burwell e Karen Orzolek
Avatar, James Horner
A Single Man, Abel Korzeniowski

Ator - drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart
George Clooney, por Amor Sem Escalas
Colin Firth, por A Single Man
Morgan Freeman, por Invictus
Tobey Maguire, por Brothers

Atriz - drama
Emily Blunt, por The Young Victoria
Sandra Bullock, por The Blind Side
Helen Mirren, por The Last Station
Carey Mulligan, por Educação
Gabourey 'Gabby' Sidibe, por Preciosa

Ator - comédia ou musical
Matt Damon, por O Desinformante
Daniel Day-Lewis, por Nine
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes
Joseph Gordon-Levitt, por 500 Dias com Ela
Michael Stuhlbarg, por Um Homem Sério

Atriz - comédia ou musical
Sandra Bullock, por A Proposta
Marion Cotillard, por Nine
Julia Roberts, por Duplicidade
Meryl Streep, por Simplesmente Complicado
Meryl Streep, por Julie & Julia

Ator coadjuvante
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios
Matt Damon, por Invictus
Woody Harrelson, por The Messenger
Christopher Plummer, por Station
Stanley Tucci, por Bones

Atriz coadjuvante
Mo'Nique, por Preciosa
Penelope Cruz, por Nine
Vera Farmiga, por Amor Sem Escalas
Anna Kendrick, por Amor Sem Escalas
Julianne Moore, por A Single Man

TV
Série - drama
Big Love
Dexter
House
Mad Men
True Blood

Série - musical ou comédia
Entourage
Glee
The Office
Modern Family
30 Rock

Ator de série - musical ou comédia
Alec Baldwin, por 30 Rock
Steve Carell, por The Office
David Duchovny, por Californication
Thomas Jane, por Hung
Matthew Morrison, por Glee

Atriz de série - musical ou comédia
Toni Collette, por United States of Tara
Courteney Cox, por Cougar Town
Edie Falco, por Nurse Jackie
Tina Fey, por 30 Rock
Lea Michele, por Glee

Ator de série - drama
Simon Baker, por The Mentalist
Michael C. Hall, por Dexter
Jon Hamm, por Mad Men
Hugh Laurie, por House
Bill Paxton, por Big Love

Atriz de série - drama
Glenn Close, por Damages
January Jones, por Mad Men
Julianna Margulies, por The Good Wife
Anna Paquin, por True Blood
Kyra Sedgwick, por The Closer

Ator coadjuvante
Michael Emerson, por Lost
Neil Patrick Harris, por How I Met Your Mother
William Hurt, por Damages
John Lithgow, por Dexter
Jeremy Piven, por Entourage

Atriz coadjuvante
Rose Byrne, por Damages
Jane Adams, por Hung
Jane Lynch, por Glee
Janet McTeer, por Into the Storm
Chloë Sevigny, por Big Love

Minissérie ou telefilme
Georgia O'Keeffe
Grey Gardens
Into the Storm
Little Dorrit
Taking Chance

Ator de missérie ou telefime
Kevin Bacon, por Taking Chance
Kenneth Branagh, por Wallander
Brendan Gleeson, por Into the Storm
Jeremy Irons, por Georgia O'Keeffe
Chiwetel Ejiofor, por Endgame

Atriz de missérie ou telefime
Joan Allen, por Georgia O'Keeffe
Drew Barrymore, por Grey Gardens
Jessica Lange, por Grey Gardens
Anna Paquin, por The Courageous Heart of Irena Sendler
Sigourney Weaver, por Prayers for Bobby

NÃO É FEITIÇARIA, É TECNOLOGIA...



James Cameron revoluciona o cinema sempre quando não tem muito que fazer. Como o pai do Exterminador do Futuro e Titanic conseguiu fazer isso?
Avatar, seu mais novo filme conta a estória de um combatente, um militar paraplégico que entra no programa de avatares dando continuidade a seu irmão gêmeo falecido por um incidente corriqueiro em nossas vidas (cuidado), para poder retirar um minério existente apenas no planeta dos Na'vi, chamada Pandora. Esta pedra tão poderosa que custa bilhões é a única coisa que os humanos querem ao perturbar a cultura e os nativos deste planeta hostil e ao mesmo tempo, de cores que impressionariam Zhang Yimou.

O enredo como lido não tem nada demais, uma estória até mesmo boboca que não serve pra o que realmente temos que olhar. Para quem não conhece a magia que o cinema 3D faz aos nossos olhos e divertimento, pode-se dizer que é até mesmo perigoso começar a pensar num cinema onde a interação com a imagem é cada vez mais real. Porque posso dizer-lhe caro leitor que talvez possamos ignorar o simples fato que o cinema será somente um espetáculo sem grandes proporções narrativas. Como o próprio Cameron fez em seu Titanic, tão perfeccionista em seus detalhes, explorando um roteiro clássico com um pseudo-final-feliz quando a Rose fica diante de uma imagem etérea de Jack reforçando seu grande amor perdido no incidente do choque com os icebergs.

Cameron trouxe sua musa maior, a Sigourney Weaver, cientista que lançou livros e estudiosa dos Na'vi, onde parece se importar mais com eles do que com a própria raça horrenda de humanos. E em seu segundo filme do ano, Sam Worthington, o australiano que esteve presente no Tarminator 4 protagoniza como o cara aleijado que se submete ao experimento de usar a mente num corpo conectado, para ser como os Na'vi. Como em Matrix, o mundo real parece mais assustador que o mundo que a mente se conectou. É como o cinema, você fica grudado por algumas horas, conectado, achando que aquele mundo o qual assiste é melhor que sua vida real, interação com o mundo de forma paralela.



Enfim, Avatar de James Cameron é assombroso de detalhista, com uma narrativa sem nenhuma pretensão sequer, para apenas mostrar um dos maiores espetáculos espetáculos que o cinema viu este ano. A revolução de efeitos mais uma vez quebrada. Viva a tecnologia, o qual, de certa forma, é preocupante se formos pensar que o cinema vai ser isso, esta força simbiótica de pura magia visual, sem a mínima preocupação com a reflexão que a arte conseguiu implantar até hoje em nossas vidas.

Nota 9,0

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