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Who watches the Watchmen movie?


Por George Feitosa

Já fazem mais de 20 anos desde que os ingleses Alan Moore e Dave Gibbons sacudiram as cabeças dos desavisados ao mostrar ao mundo Watchmen. Já eram tempos importantes, onde o advento de uma nova geração de artistas mudaria pra sempre o conceito do gênero “quadrinhos”.
O que Moore e Gibbons talvez não soubessem é que sua obra-prima causaria tanto alarme, ou mais, que só ganharia força com o passar dos anos, tornando-se um divisor de águas no setor.
Muito tempo se passou desde de 1986, e Watchmen só ganhou notoriedade e respeito pelos leitores que conseguiu alcançar.
Após muito se falar em adaptação para o cinema, eis que é lançado em março de 2009, em meio a turbulentos processos judiciais e desentendimentos envolvendo produção e os autores originais da obra, Watchmen – O Filme.
Dirigido por Zack Snyder, Watchmen surpreende por refletir uma necessidade de preservar o que deve ter sido considerado pela equipe essencial da estória original. Tudo é executado com esmero e fidelidade exemplares, o que até pode empolgar os fãs.
Mas, na verdade, a fidelidade acentuada, nesse caso, parece ter impedido a perfeição do filme, por assim dizer.

A grande dificuldade de se adaptar algumas estórias de Alan Moore para o cinema reside exclusivamente na perfeição do processo de criação do mesmo. Estórias como Watchmen não foram lançadas em maxi-séries extensas por nada. A genialidade é caracterizada pela perfeita amarração e planos extremamente complexos e uma narrativa que causa uma leitura mais lenta que o normal, o que acaba sendo o primordial para a estória ganhar força nas páginas.
Condensar em menos de 3 horas uma estória tão grande e complexa como Watchmen é arriscado. O resultado é uma direção precisa e arte fiel, e até boa atuações, mas tudo muito turbulento e acelerado. De fato, os grandes momentos e as seqüências e diálogos relevantes estão lá, além de características peculiares de muitos personagens, mas o que necessitaria de maior tempo para ganhar sentido acaba por passar despercebido pelo espectador.
A escolha em mostrar um filme forte, com cenas violentas, diálogos pesados e cenas de estupro é plausível, mas no geral, momentos gloriosos e emocionantes perdem em força e paixão. Além de trazer um rascunho de apelo tecnológico na caracterizarão de alguns personagens como o Coruja, descaracterizando a proposta inicial da trama, passada nos anos 80.
De um panorama final, Watchmen traz um resultado satisfatório em transferir para a tela uma estória fiel, até cumprindo um papel desempenhado muitíssimo bem pelo livro, que é ajudar a descamuflar vida inteligente nos quadrinhos, onde até a trilha sonora trás grandes surpresas.

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CONVERSATION

2 comentários:

Ibertson Medeiros disse...

Não li a obra máxima do Alan Moore ainda e conferi o filme assim. Gostei muito do trabalho de Zack Snyder na direção. As cenas de ação não são muito bem coreografadas, mas o forte é sua história e personagens interessantes, como o Comediante, Rorschach e Dr. Manhattan. O pior, no que se refere a atuações, foi o que interpreta Ozymandias.

Rick Lima disse...

É isso aí!