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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

OS MELHORES DE 2010

Antes de mais nada, feliz ano novo caro leitor, esse ano foi de grande entusiasmo ao cinema, sendo ele nacional onde temos Tropa De Elite 2 na lista do Cinemania como um dos melhores deste ano. Aos que compartilharam essa alegria ao cinema comigo, desejo um 2011 não só simbólico pelo número 11 que representa muitas coisas na cabala e em outra drogas da numerologia e até religiosas, mas saúde, paz e o desejo de compartilhar o melhor filme que vocês possam ver neste ano novo. Eis a lista:

1 - A ORIGEM

O seu celular toca e você insere essa informação do som do celular tocando para dentro do seu sonho. Esse seria seu salto com a realidade, atordoado você atende o celular. Inception é fantástico, o melhor do ano na minha opinião faz você entrar de cabeça e com os dois pés fincados num sonho que parece demorar muito pouco num filme ágil e eletrizante (palavras essas que sempre questiono quando aquela voz da Globo anuncia os filmes da Tela Quente, mas enfim, foi mal mesmo). Nolan (Dark Knight) dirige com maestria esse filme que teve 10 anos para ser terminado no papel. Que venha Batman 3.




2 - TOY STORY 3

A melhor animação do ano fecha uma trilogia que é a melhor coisa do ano. Quando falo que esta trilogia é melhor que O Poderoso Chefão todos torcem o nariz, pois estou aqui para deixar escrito. Toy Story Trilogia é melhor que O Poderoso Chefão. Pois seu primeiro filme só fez revolucionar o mundo do cinema com este novo gênero cinematográfico que é a animação, colocando a PIXAR (se você perceber, todo ano que faço a lista dos melhores, um filme  da PIXAR está entre os três primeiros colocados.) no mapa da cinematografia. O segundo, como nosso querido Godfather, se superou no enredo, nos detalhes, com mais personagens e mais complexidades no desenrolar das coisas, dando uma sofisticação ao Toy Story. O seu terceiro é o mais emocionante, onde estive presente numa sessão de cinema sem igual, crianças que era a maioria na sala choravam, eu chorei em várias cenas. Andy deixando seu legado de brinquedos para trás e seguir com seu crescimento, sua nova fase na faculdade. Não é fácil encontrar adjetivos, mas é brilhante tudo em Toy Story.


3 - A REDE SOCIAL

Você pode se perguntar, por que a Rede Social está em várias listas de melhores do ano por ai? Digo-lhe com toda certeza: David Fincher fez uma obra-prima. Estamos no ano que mais nos conectamos, em todo o Brasil, em todo mundo. O ano do twitter e sua expansão em território brasileiro. The Social Network é um filme que não só fala de jovens criando um site de Rede Social, até por que o MySpace já existia, dentre outros, até o orkut já estava presente, então, nada de extraordinário, certo?! Sim, tudo é extraordinário nesse filme. Da sua fotografia arrojada até os detalhes da vida de Mark Zuckerberg. O elenco forte, um Justin Thimberlake maravilhoso em sua atuação, é sem dúvida um filme que mostra a atmosfera do poder, do glamour, de ser reconhecido como um criador de algo gigantesco, e a vida que temos após as redes sociais. Você que nasceu nesta década já mostrou algum álbum de fotos para os amiguinhos no papel? Passa seu Profile que é mais fácil.



4 - KICK-ASS

Kick-Ass que nada, a grande jogada é a Hit-Girl, uma garotinha de 10 anos na flor da inocência é uma assassina cruel junto com o Paizão. Extraordinária adaptação do melhor amigo de Neil Gaiman, o Mathew Vaughn que fez do quadrinho de Mark Millar e desenhada por John Romita Jr. trouxe proporções incríveis a um filme desacreditado pelos estúdios que os produtores (principalmente Vaughn) penaram para conseguir distribuir um filme totalmente independente. Onde um nerd iria fazer sucesso na humanidade, esse é o nosso principal momento dos nerds da história.




5 - TROPA DE ELITE 2

Não é mais Capitão, é Coronel. O senhor Nascimento tem um desafio ainda maior numa saga invejada por qualquer jornada do herói criada em Hollywood. A grande missão de disputar frente a frente com a corrupção, com milícias e facções criminosas no Rio de Janeiro, e ainda carregar nas costas a pressão de ser Sub-Secretário de Segurança do Rio de Janeiro e ter que educar seu filho e estar presente em sua vida. O primeiro é "obra prima", este segundo é ótimo nessas circunstâncias que o Brasil precisa mudar. Um soco bem no meio do estômago da desordem brasileira. Um filme que José Padilha fez com revolta e bem mais direitinho.




6 - ILHA DO MEDO

Martin Scorsese  não erra a mão. Todo ano uma obra prima. Ele realmente é o samurai mais importante do cinema mundial.  A Ilha do Medo a todo momento não transmite tranquilidade. Ponto para Martin. Leo DiCaprio arrasa (cada vez melhor, de verdade). Esta obra entra no hall do suspense como o Cabo do Medo, O Iluminado, Um Estranho no Ninho entre outros, mostrando a psicologia nua e crua num lugar inóspito e apolítico. Méritos para estar nesta posição na minha lista. Excelente filme.






7 - SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO

Eu me considero nerd, um nerd que gosta de vídeo game, quadrinho, cinema e música, mas como sabem sou mais ambicionado em cinema. Como todo amante de filmes, você imagina incorporar um desse s elementos nerds em película. Scott Pilgrim é isso, baseado numa HQ, onde parece mais um vídeo game de tela gigante, mostrou que a criatividade de contar uma história ainda está viva e bem intecionada. Um filme para suprir a lacuna de De Volta Para o Futuro, que deixou muita gente com saudade dos anos 80.




8 - A FITA BRANCA

Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, estranhos eventos perturbam a calma de uma pequena cidade na Alemanha. Uma corda é colocada como armadilha para derrubar o cavalo do médico, um celeiro é incendiado, duas crianças são sequestradas e torturadas. Gradualmente, estes incidentes isolados tomam a forma de um sinistro ritual de punição, deixando a cidade em pânico. O professor do coro de crianças e jovens da escola local investiga os acontecimentos para encontrar o responsável, e aos poucos desvela a perturbadora verdade. O que faz deste filme alemão ser bom? O enredo já diz tudo por si só, entre os dez melhores e o grande perdedor do Oscar pelo também ótimo, mas não superior ,"O Segredo dos Seus Olhos".





9 - MARY E MAX

Uma animação em Stop Motion de massinha de modelar, transbordando em lágrimas por onde passa. A premissa é incrível, a amizade à distância através de cartas de uma garotinha chamada Mary e de um homem adulto Max, cheios de medos, angústias e seus traumas psicológicos atraiu Mary, que se sente uma perdedora numa família desajustada. O primeiro desenho não animado, no sentido de ânimo mesmo, um desânimo, uma tristeza. Um visual depressivo e cheio de desesperança. Dirigido por Adam Elliot, parece ter vindo de Tim Burtom traços tão arrojados e devastadores. Um filme que de bobo não tem nada, onde as cartas enviadas por Mary e Max discutem de tudo sobre tudo, de suas vidas a uma filosofia lógica e sentimental do que estão passando, das tristezas que encontramos no caminho, das frustações e anseios, da religiosidade, enfim. Prepare a garapa que você irá se emocionar de verdade.



10 - ONDE VIVEM OS MONSTROS

Um livro infantil com pouco mais de 20 palavras escrita nele, você imaginaria um longa-metragem, e dirigido pelo mais novo louco de Hollywood, Spike Jonze, que pegou os roteiros de Charlie Kaufman e fez o que fez, colocou no mapa uns dos roteiristas mais criativos que o cinema não lembrava mais existir?! Pois bem, "Onde vivem os Monstros" da escritora dos Sete Monstrinhos, (desenho passa na TV Cultura) Maurice Sendak. Um filme que trata sobre o envelhecimento, naquela fase mais difícil da criança. Como é Spike Jonze, é difícil ele não colocar um pouco de obscuridade na trama, nesse amadurecimento que é ponto chave do filme. O único problema no filme, por ter ficado na décima posição é que ele é adulto demais, mesmo com performances maravilhosas dos monstros que tornam Max (o nome do ator e do personagem do filme) o rei deles. E sua tentativa de fazer dele assistível para crianças acabou não tendo êxito. Eis um filme infantil para adulto que mexe com toda criança dentro de você, nostálgico e direto ao ponto. Um filme inesquecível, como todos estes que coloquei aqui. O cinema ainda é e sempre será a expressão, o ponto mais inquestionável e absoluto do século. 

FELIZ ANO NOVO A TODOS E ATÉ DAQUI A POUCO EM 2011 com muitos mais filmes... 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Oswald Barroso - O desbravador da história popular do Ceará




Se os bandeirantes estiveram a serviço do Rei, Oswald que é de outro tempo esteve a serviço das camadas populares, descobrindo e esculpindo a história do povo do Ceará pisoteada pelas elites econômicas. Entre travessias e encruzilhadas percorreu os 184 municípios cearenses para transformar em arma emancipatória a história e a arte do seu povo.


Alexandre Lucas - Quem é Oswald Barroso ?

Oswald Barroso - É um multi-artista pesquisador que tem procurado se dedicar à causa dos oprimidos, atuando como uma espécie de griô, ou um exu, como queiram, sempre em travessias e encruzilhadas: vendo, ouvindo, sentindo a vida popular, traduzindo estas vivências em formas artísticas, para difundi-las em novos caminhos. Comecei com desenho, pintura e poesia. Depois desenvolvi um bom trabalho como letrista e cheguei mesmo a tentar ser músico. Até que me fixei no teatro e fiz ainda muitos vídeos documentários, chegando mesmo a gravar uma experiência em ficção, O Filho do Herói, para a TV Educativa, atual TVC. Hoje gosto também de fotografar, como uma forma de anotação etnográfica. No teatro, passei 18 anos no Grita, 10 no Boca Rica e agora estou do Teatro de Caretas. Fiz de tudo, trabalhei como ator, diretor, dramaturgo sempre, cenógrafo, iluminador etc. No jornal, fiz reportagem, ensaios e crítica de arte e, na universidade, ensino música nas tradições populares, estética, cultura brasileira e antropologia da arte. Admiro o homem renascentista, que transitava entre artes, saberes e culturas sem a menor cerimônia. Quem sabe estejamos retomando esse caminho.

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Oswald Barroso - Em 1964, depois que um acidente de trânsito encerrou minha carreira de atleta. Eu tinha 16 anos e havia sido convocado para a seleção cearense de vôlei. Uma camionete rural partiu minhas duas pernas, fraturas expostas, e mudou meu destino. Passei mais de um ano acamado e outro ano em tratamento hospitalar no Rio de Janeiro. Foi a oportunidade de conhecer toda a literatura brasileira, principalmente a poesia, e muito do modernismo europeu. Eu lia, escrevia e desenhava sem parar. No Rio de Janeiro, onde passei o ano de 1965, entre uma internação e outra no hospital, freqüentei a vida cultural da cidade: museus, bibliotecas, cinemas, shows, festivais. Voltei muito informado à Fortaleza. Já em 1966, no Colégio São João, me liguei ao grêmio e formamos um grupo de estudos marxistas. No ano seguinte, descobrimos articulações com o pessoal de esquerda, não só com o movimento estudantil, mas com o movimento popular, pescadores e operários de fábrica, no caso, porque eram eles que a gente queria retratar em nossa arte.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Oswald Barroso - No início por influência do meu pai, poeta modernista, que colocou meu nome em homenagem a Oswald de Andrade, foram os poetas modernistas brasileiros: o próprio Oswald, Mário, Carlos Drummond, Vinícius de Morais, Manoel Bandeira, Solano Trindade, com destaque João Cabral (considero Morte e Vida Severina o maior texto dramático brasileiro), os cearenses, principalmente: Antônio Girão, Aluízio Medeiros e Jáder de Carvalho. Entre meus professores: André Hagüette, Francisco Alencar e Diatahy Bezerra de Menezes. Entre amigos de geração, parceiros, me influenciaram diretamente: Adriano Espínola e Rosemberg Cariry. Dos romancistas e intelectuais brasileiros: Graciliano Ramos (à lucidez de quem atribuo ter sobrevivido às torturas, pois graças à leitura de Memórias do Cárcere nas vésperas da prisão tive um comportamento adequado.), Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Darcy Ribeiro. Mas também: Gregório de Matos Guerra. Entre os latino-americanos: Gabriel Garcia Marquez, Eduardo Galeano, Ciro Alegria, Juan Rulfo, Jorge Luis Borges etc. Teatrólogos: Brecht, Meyerhold, Maiakóvski, Gorki, Peter Brook, Ariane Mneouchkine, os teatros tradicionais de modo geral etc. Mestres tradicionais: Sebastião Cosmo, Aldenir Callou, Manoel Ramos, Manoel Torrado, Biu Alexandre, Apolônio Melônio, João de Cristo Rei etc. Ainda: Joseph Campbell, Iung, Levi Strauss, Fritjof Capra. E mais: Van Gogh, Picasso, Portinari, Glauber Rocha etc.

Alexandre Lucas - Como você vê a relação entre arte e política?

Oswald Barroso - Se a gente fala de política no sentido de que “o homem é um animal político” (nesse sentido, aliás, todo animal é político, porque disputa território), então a política sendo uma dimensão do humano é, por consequência, uma dimensão da arte. É inquestionável que toda obra artística, sendo expressão do ser total, que por isso mais que qualquer outra manifestação do espírito humano implica subjetividade, traz em si uma visão de mundo expressa pelo autor e lida de algum modo pelo receptor. Arte sem significado, sem posicionamento sobre a realidade, sem tomar partido, não é arte, está mais para enfeite, arabesco, confeito e olhe lá.

Alexandre Lucas - O que é arte engajada para você?

Oswald Barroso - Pra mim, portanto, toda arte é engajada. Agora o artista escolhe em que causas engajar sua arte. Hoje, a maioria prefere engajar em campanhas comerciais. Vender o laptop da Xuxa, o tênis da Adidas e outros produto tais, como nas novelas e nos especiais de Natal da Globo. Mas uns preferem engajar em campanhas de caridade, outros em campanhas de saúde pública, usar camisinha, ou de incentivo ao pagamento de impostos etc. Alguns em campanhas de conscientização política, como os CPCs da UNE, ou o Teatro do Oprimido do Boal. Outros ainda em campanhas eleitorais para determinados candidatos. Outros, pelo contrário, em mostrar que a arte é biscoito fino para poucos eleitos e não diz respeito às massas, por isso deve ser financiada pelo governo. Aqueles mais conscientes, neste último caso, se contentam com a compra de suas obras por milionários. E assim vai. Cada um escolhe seu engajamento.

Alexandre Lucas - Qual o papel social do artista?

Oswald Barroso - Nas sociedades paleolíticas todas as pessoas fazem arte. Entre os índios brasileiros, por exemplo, isto acontece, e é muito bom. Não se distingue o artista. No neolítico aparece o artista, como artífice. É quando a arte se distingue entre os outros ofícios. Aparecem as várias artes de ofício. O papel do artista, então, é trabalhar para a sociedade, atender a demanda da sociedade. Penso que este deve ser seu papel social até hoje, o de um trabalhador para o bem da sociedade, ou seja, atender à demanda social. Agora, ele deve saber para quem trabalha. Se para o Rei, como os atores da comedia del’arte, ou para o populacho, como os jograis e saltimbancos? No caso, se para os empresários e banqueiros, ou para o povo e os movimentos populares? Eu gosto muito de trabalhar para os assentados (como fiz no projeto sertão da tradição), as dramistas (como no projeto dramas do litoral leste), os romeiros, os sem-terra, os sem-teto etc., mas trabalho também para algumas editoras ou instituições públicas, que não me cerceiem a liberdade de expressão. Quase sempre trabalho sob demanda. Por minha iniciativa mesmo tenho trabalhado pouco. Falta tempo, embora não falte planos.

Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?

Oswald Barroso - Acho que tenho contribuído para dar visibilidade à cultura popular do Ceará, principalmente aos reisados e às romarias, mas também ao artesanato. Isso não é pouco ao se levar em conta que a elite do Ceará, especialmente, sempre deu às costas ao seu povo. Quando eu nasci, nossa elite ainda estava no auge de uma cruzada para “civilizar” o Estado, lutando para fazer desaparecer tudo quanto é traço de cultura indígena e africana do nosso cotidiano. Esse horror ao popular ainda é muito forte na Fortaleza do Leste, que se espelhava em Londres e Paris, depois em Miami e agora em Dubai (embora ainda haja quem vá à Disney). No teatro, tenho tentado mostrar que temos referência para construir uma linguagem cênica nossa, original, sem copiar o estrangeiro ou o sul maravilha.


Alexandre Lucas - Você deu uma grande contribuição para a pesquisa científica no processo de redescobrimento, registro e discussão sobre as manifestações da “cultura do povo”no Estado do Ceará ?

Oswald Barroso - Tenho muitos motivos de orgulho na vida, um deles é ser doutor em reisado e outro é ser cidadão honorário de Juazeiro do Norte. Já viajei por todos os 184 municípios do Ceará, vários distritos e inúmeras localidades de muitos deles. Dezenas, visitei várias vezes. Outros, dezenas de vezes, como Juazeiro do Norte. Nestas pesquisas, o que eu fiz foi ouvir histórias. Eu sempre viajei para colher boas histórias. Não eram pesquisas científicas propriamente ditas. Não acredito em ciência objetiva, em conhecimento objetivo. Trabalhei inicialmente como repórter de O Povo. Vivia viajando por Fortaleza, desde o centro até a periferia, e pelo interior do Estado, entrevistando gente, colhendo boas histórias e dando a elas a forma da minha arte.
Depois inventei de ser pesquisador, trabalhando na Secult e, em seguida na Universidade, onde continuei fazendo o mesmo, colhendo mitos, lendas, histórias de trancoso, de mistério, do arco da velha, de lutas populares, de assombração, dramas pessoais, aventuras, poesia que eu via, ouvia, imaginava, vivia. Às vezes, essas histórias eu resolvia viver eu mesmo, me aventurava, para depois escrever, desenhar, reviver. Vivenciei muitas das peripécias que conto. É bom porque a gente não perde um detalhe. Almanaque Poético é um livro assim.

Alexandre Lucas - O que representou e representa para você o trabalho de pesquisa?

Oswald Barroso - É uma forma de viver, uma razão para caminhar, a busca de um mistério, a tentativa de compreender o mundo ou talvez apenas de viver de uma maneira desafiadora e prazerosa.
É também a fonte de toda a minha criação e imaginação. Nenhuma imaginação solitária é mais poderosa do que a imaginação do inconsciente coletivo.

Alexandre Lucas - Fale dessas pesquisas?

Oswald Barroso - Embora já conhecesse a cultura popular desde menino, da feira do Ipu, onde eu passava as férias, e da periferia do grande Recife, onde vivi na clandestinidade, foi numa romaria ao Juazeiro do Norte que se deu meu grande alumbramento. Daí começaram as pesquisas sobre os mistérios do povo romeiro: cordelistas, xilógrafos, imaginários, profetas, beatos, conselheiros, cantadores, mestres de reisado, santos etc. Aprendi que há uma religião que não é o ópio do povo mas que é dele, nascida de sua alma e por seu espírito alimentada e passei a querer desvendar sua lógica e seus mistérios. Participei de pesquisas seguidas: Artesanato Cearense, Literatura de Cordel, Reis de Congo e Reis de Bailes, Caminhos de São Francisco, Atlas da Cultura Cearense, Festas Populares do Ceará, Memória do Caminho, Sertão da Tradição, Terreiro da Tradição, Mãos Preciosas, Dramas Populares do Litoral Leste, Reis Assentados, Guia Turístico do Ceará, Máscaras Brincantes etc. Como jornalista, escrevi mais de 400 textos, entre artigos e reportagens, a maioria dos quais versando sobre assuntos da cultura cearense. Uma parte das histórias colhidas ainda não foram processadas e outra parte, mesmo transfiguradas, ainda não foram publicadas.

Alexandre Lucas - Como você analisa a nova conjuntura para as políticas públicas para cultura no país?

Oswald Barroso - Penso que os pontos altos do Governo Lula foram as políticas externa e cultural. Gilberto Gil incluiu o Brasil e sua diversidade cultural na ação do Minc., além de solidificar uma prática de editais. Juca foi adiante e queria modificar a Lei Rouanet, assim como a Lei de Direitos Autorais. A nomeação da nova Ministra da Cultura Ana Holanda foi uma reivindicação da elite do Rio-São Paulo que se opõe a esse caminho. Ela surge como representante do pessoal que quer um ministério para os artistas midiáticos e para a indústria cultural. Em compensação, acabo de saber da nomeação do Francisco Pinheiro para a Secult Ce., fato que aponta em sentido contrário, ou seja, para uma política de cultura ampla e diversificada.

Alexandre Lucas - Nas sociedades primitivas a arte não se separava da vida. Você acredita na necessidade deste reencontro arte-vida?

Oswald Barroso - Com certeza, penso que caminhamos para um novo projeto civilizatório onde não apenas a arte se desfragmente, refundindo-se em suas diferentes linguagens, como se reintegre à vida, de tal modo que desapareça, até mesmo, a palavra arte, porque tudo será arte. Como fazem os índios, que dedicam a vida, integralmente, a encher de beleza o universo.

Alexandre Lucas - Qual a importância dos Coletivos de artistas dentro da produção estética e artística?

Oswald Barroso - É total, porque os grandes movimentos artísticos, a melhor arte, embora haja o talento individual, sempre é produção da coletividade. As grandes escolas, os grandes estilos, as grandes criações, o grande saber, o grande fazer artístico é coletivo. O gênio só brota no coletivo. O talento individual precisa de terreno propício para florescer. Nas culturas tradicionais isto é muito evidente.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Nívia Uchôa - O cotidiano como uma poética de luz

Uma série de entrevistas com artistas, produtores e gestores culturais serão realizadas pelo Coletivo Camaradas e disponibilizada para blogs e sites. A série entrevistará nomes como Jorge Mautner, Oswlad Barroso, Vitória Regia Turin, Lula Gonzaga, Hamurabi Batista, Augusto Bitú, Norma Paula, Alexandre Santini, Marlon Torres. A série inicia entrevistando Nívia Uchôa.
Nívia Uchôa tem um trabalho que vem sendo reconhecido nacionalmente, com uma poética própria e cheia de luz, a artista consegue a partir cotidiano das camadas populares criar poesias visuais com a sua fotografia. Natural de Aracati, mas desde a infância reside no Cariri do Ceará.

Alexandre Lucas - Quem é Nívia Uchôa?

Nívia Uchôa - Fotógrafa há 16 anos, com pesquisa etnográfica e antropológica na Região do Cariri, Ceará e no Brasil com uma documentação sobre relação do ser humano com água com projeto Água Pra que te quero! Formação acadêmica Geografia e atualmente sou professora substituta de Fotografia e Cinema da Universidade Regional do Cariri URCA na Escola de Artes Violeta Arraes. Fundadora do grupo de fotografia POESIA DA LUZ

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Nívia Uchôa - Quando iniciei minha carreira em 1994, meu trabalho já veio carimbado com um olhar artístico, pois minha estética já se consolidava com uma busca pelo meu olhar autoral, pelo meu traço.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Nívia Uchôa - História da Fotografia , na fotografia Contemporânea, cinema e pintura e a teoria quântica, mas, tenho influencias da fotografia do Cartier Bresson, Sebastião Salgado, Tina Modotti, Celso Oliveira, Tiago Santana, João Roberto Ripper, Cristiano Mascaro, Maureen Brisilliat, Frederico Fellini, Akira Kurosawa, Michelangelo Antoinioni, Glauber Rocha, aqui no Cariri, tenho influencias da profusão artística, do artesanato, da cultura da tradição oral, da pintura do Luis Karimai, do fotografo Gilberto Morimitsu e da influencia do cotidiano desses lugares cheios de identidade e polissêmicos.

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Nívia Uchôa - Penso que ainda falta mais esforço para que ambas dialoguem com mais freqüência, o artista não pode ficar distante da política e ou vice versa, a política ainda é vista como clientelista, ou melhor, ela ainda é clientelista, dai dificulta fazer a arte e política andarem mais próximas, pelo menos eu não me utilizo dela para minha arte. Mais em nível universal várias vertentes políticas pensam a arte.




Alexandre Lucas - O que representa a fotografia na sua vida?

Nívia Uchôa - Luz, sobretudo vida, não viveria longe da fotografia, da luz que a faz ser. Não seria Nívia Uchôa se não fosse à fotografia, não conduziria meu caminho com tranqüilidade se não fosse a fotografia. Fotografia é o alimento da minha alma.

Alexandre Lucas - Você tem um trabalho de militância política na área da cultura. Isso reflete na sua produção estética e artística?

Nívia Uchôa - Minha militância é mais pelo trabalho e a produção de uma coletividade no mundo da arte, pois penso que sem esse olhar mais coletivo, seremos seres cada vez mais individualistas, a arte é como a água tem para todos e todas, se essa fonte secar sofreremos com isso, quanto a saber se isso reflete em minha produção estética e artística, nunca parei para pensar sobre isso, pois por mais que falo em coletivo, ainda tenho um trabalho solitário, as pessoas não gostam de trabalhar juntas, elas acham que vamos roubar suas idéias e seus ideais, mas, como tenho um traço próprio, não tenho medo de que me roubem, pois não tem como roubar a luz que vejo, a luz que recorto da realidade, essa que nos segue e persegue em um piscar de olhos.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória?

Nívia Uchôa - Bom, fiz vários trabalhos, mas, citarei aqui os que me deram prazer em realiza-los. Fotografar Juazeiro do Norte-Ce esse faço naturalmente em meu cotidiano, em 1997 fiz um trabalho com um amigo Antonio Vargas, fomos fotografar a rampa de lixo de Jangurussu em Fortaleza-CE, trabalho esse que me emocionou profundamente pela forma que essas pessoas viviam literalmente no lixo, esse trabalho foi exposto na UFC, Grenoble, Paris, Bruxelas, Lion. Em 2000 fiz uma exposição que a Dodora Guimães curadora da exposição, intitulou de Gentes do Cariri, foi com esse trabalho que fiquei conhecida no Ceará, o qual pude expor no Palácio da Abolição no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela em Fortaleza, em 2005, 2006 e 2007 fiz um trabalho para a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará sob a gestão da Cláudia Leitão e pude viajar o Ceará quase todo, isso me rendeu algumas publicações entre elas Memória do Caminho do Oswald Barroso e o Guia Turístico Cultural do Estado. Iniciei minha trajetoria no audiovisual e cinema realizando alguns curtas como Adeus meu bem, Catadores de Piqui, Quarta Parede, Quero viver igual a um beija-flor. Em 2010 participei de uma coletiva de 30 anos de Fotografia da Curadora Rosely Nakagawa nos Centros Culturais Caixa Economica Brasilia, São Paulo, Salvador e Curitiba, na ocasião tive a oportunidade de esta ao lado dos grandes fotografos brasileiros Cristiano Mascaro, Thomaz Farkas, Mário Cravo Neto, Pedro Karp Vasquez, Luiz Braga, Celso Oliveira, Tiago Santana, Guy Veloso, entre outros famosos no universo da fotografia brasileira e finalmente um trabalho que me consolido através da antropologia visual, meu mais novo trabalho intitulado Água pra que te quero! Esse esta em fase de conclusão e conto a história de 3 bacias hidrográficas do estado do Ceará através da imagem e de uma pesquisa que fiz com uma equipe em 2 anos. Esse trabalho será lançado em março e constará de um livro e um vídeo onde conto a relação do ser humano com água. E por fim faço parte atualmente da Rede de Produtores de Fotografia no Brasil o qual realiza várias atividades no campo da produção da fotografia brasileira como realizadores, agitadores culturais e comunicadores.

Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?
Nívia Uchôa - Penso que a fotografia está além de tudo a serviço do social, devemos mostrar nosso universo de cotidiano através das imagens, sobretudo quando devemos e podemos relatar a arte através dele. A imagem fotográfica DIZ e com isso ela pode denunciar, conduzir, salvar, ela nos faz acreditar ser ela própria sem nada esconder, a fotografia esta além do que se pode imaginar, ela diz por si só.

Alexandre Lucas - Você acredita que a Academia elitiza a arte?

Nívia Uchôa - Bem, penso que arte se auto-elitiza, a academia ensina arte como está nos livros, à arte esta desde seu inicio, desde quando o ser humano pode se comunicar, arte pela academia é conceito.

Alexandre Lucas - Quando a arte humaniza?

Nívia Uchôa -
Quando ela sai da individualidade e mostra seu lado coletivo, quando ela não cai no amadorismo, mas, quando ela busca saber, propor, dizer para que ela veio, sair dos conceitos e ir para prática.

Alexandre Lucas - Como você enxerga os coletivos de artistas?

Nívia Uchôa - Penso que ainda estamos muito atrasados aqui no Cariri, mas nacionalmente e mundialmente temos vários coletivos. A idéia de se coletivizar é bem interessante, pois precisamos do olhar dos outros para produzirmos e assim saber quem somo nós.

Alexandre Lucas - Como você ver atuação do Coletivo Camaradas e qual a sua relação com esse grupo?

Nívia Uchôa - Vejo com uma força grande, mudou muito aqui em nossa região, o Coletivo Camaradas pensa a arte e a política, pensa os trabalhos a parir de um todo. Minha relação com o Coletivo ainda não é de uma total militância por conta da minha agenda que tem sido intensa, mas, quero e posso me dedicar muito mais.

CONFIRMADO: Encontro de Bruxos e Bruxas do Cariri acontecerá em 2011 - POr Rogério Azevedo

1° Baile de Bruxos e Bruxas do Cariri promoverá a estréia mundial de Harry Potter 7.2

Agora é a vez de confirmar a primeira parte da grade de atrações que tomará conta do 1° Baile de Bruxos e Bruxas do Cariri. Quatro bandas foram contatadas e convidadas a participarem do evento que pode marcar uma das maiores estréias cinematográficas do Cariri. Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - O Final chega aos cinemas do mundo inteiro dia 15 de julho de 2011. O oitavo e último filme do maior bruxo da história do cinema marcará o fim da saga deixando os fãs felizes com o sucesso dos filmes e lacrimosos com seu final (será?) premeditado desde o lançamento do primeiro filme em novembro de 2001.

As bandas confirmadas Glory Fate, Dr. Divine, Nightlife e Godivas são todas da região do Cariri, ambas gozando de reconhecimento público e atuando já a alguns anos no cenário da noite caririense. Além das bandas outras atrações completarão o cardápio potteriano da noite, sendo que até o mês de janeiro toda a grade e outras informações serão fornecidas pela produção do evento.

"Queremos realizar um evento deferente, atigindo um público diversificado, além do maior número possível de fãs de Harry Potter. Ofereceremos duas modalidades de música, dividas em pistas separadas. Este encontro de bruxos e bruxas terá o objetivo de confraternizar várias tribos numa só, e claro, promover a estréia mais aguardada de 2011. Será a magia de Hogwarts invandido Juazeiro do Norte. Um marco cinematográfico para o nosso cinema" disse uma pessoa envolvida na produção do evento.

Além de confirmar as bandas está confirmadíssimo que fãs e simpatizantes que comparecerem ao evento fantasiados terão valores deferenciados em seu ingressos. Haverá uma pré-venda para ingressos antecipados e vendas somente no dia do evento.

Rogério Azevedo - http://cinecaririshopping.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PIRATAS DO CARIBE ON STRANGERS TIDES - TRAILER



Bom, vamos ver se aguentamos ver mais Piratas do Caribe no cinema né? Eu gosto.

OS FILMES MAIS VISTOS DO COMEÇO DE DEZEMBRO

Confira abaixo o top 20 referente ao período de 3 a 5 de dezembro (em reais). Fonte FilmeB:

1. Megamente – 3.912.189,00
2. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 – 3.841.930,00
3. A Rede Social – 1.630.162,00
4. Tropa de Elite 2 – 1.130.015,00
5. Muita Calma Nessa Hora – 880.052,00
6. Skyline – A Invasão – 735.837,00
7. Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos – 414.046,00
8. RED – Aposentados e Perigosos – 238.572,00
9. Demônio – 180.680,00
10. O Garoto de Liverpool – 92.346,00
11. Um Parto de Viagem – 56.635,00
12. Os Outros Caras – 48.189,25
13. Abutres – 37.817,00
14. Senna – 27.180,00
15. Centurião – 14.298,00
16. Jogos Mortais – O Final – 12.476,00
17. Film Socialisme – 12.213,00
18. Garfield 3D – 11.194,00
19. Federal – 9.336,00
20. A Lenda dos Guardiões – 9.224,00

UMA ANIMAÇÃO NORTE-AMERICANA NO RIO DE JANEIRO


Uma produção FOX divulgou nesses dias o poster do filme Rio, de uma Arara chamada Blu (Blu, que nome "original", já estou vendo os brasileiros criticando o filme por dar nome a um pássaro por um pejorativo aos negros, isso sim seria criatividade) dublado por Jesse Eisenberg. Essa arara azul por sua vez, vive no conforto do gelado estado de Minnesota com sua dona, Linda (Leslie Mann, de Ligeiramente Grávidos). Ao descobrir que sua ave de estimação é um espécime raríssimo, Linda embarca com Blu para o Rio de Janeiro para que ele conheça a última fêmea de sua espécie, a independente Jewel (Anne Hathaway, de O Casamento de Rachel).
Os problemas começam quando os dois são sequestrados por traficantes de animais silvestres, e têm que escapar e embarcar em uma aventura que fará Blu conhecer o mundo pela primeira vez.
Além de Eisenberg, Hathaway e Mann, o filme também conta com as vozes de George Lopez, Rodrigo Santoro, Will.i.am, Tracy Morgan, Jamie Foxx e Bebel Gilberto. O roteiro é de Don Rhymer, da animação Tá Dando Onda.
Então Rio, aproveita para mostrar o que há de bom antes que inventam qulaquer outra coisa como a invasão policial nas facções dos morros perigosos querendo mostrar segurança para o mundo. Isso sim é uma crítica.

Rio estreia no dia 08 de abril de 2011.

domingo, 19 de dezembro de 2010

BLAKE EDWARDS MORRE AOS 88 ANOS

Edwards vai ser lembrado porque fazia rir. Mas antes de se tornar mestre da comédia, ajudou Orson Welles a aterrorizar os americanos.

Edwards estava com 88 anos e morreu de pneumonia, na Califórnia. Era casado com a atriz Julie Andrews, com quem recebeu um Oscar honorário em 2004 e fez a comédia Vitor ou Vitória.

Aos 16 anos, Edwards foi um dos redatores de Guerra dos Mundos, que Orson Welles levou ao ar em 1938. Uma suposta invasão extraterrestre deixou parte dos Estados Unidos em pânico, na maior pegadinha da história do rádio americano.

Nas telas, fez uma dobradinha de sucesso com o inglês Peter Sellers, principalmente em quatro filmes da série A Pantera Cor-de-Rosa. Sellers vive o atrapalhado inspetor Clouseau, uma das figuraças do cinema.

Seu filme mais cultuado, porém, foi Bonequinha de Luxo. Audrey Hepburn vestiu modelos Givenchy para viver uma garota de programa.
FONTE: http://www.jornalfloripa.com.br/artisticasenovelas/ver_info_jornalfloripa.asp?NewsID=2421

QUAL É A SUA EDUCAÇÃO?

O filme Educação indicado ao Oscar de Melhor Filme ainda deste ano do diretor Lone Scherfig é excepcional. O assunto é o futuro de Jenny, uma garota (Carey Mulligan, a melhor da idade dela que vi em Hollywood desde muito tempo) brilhante nos estudos, esforça-se para entrar em Oxford, para uma melhor educação, compreendida digamos pelos pais dela. Entre seus hobby's eruditos como tocar violoncelo e estudar latim, matéria que ela tem sofrido mais nas notas, conhece um homem em uma tempestade pedindo com muito carisma para guardar seu violoncelo em seu carro. Assim, ela conhece mais este homem, que lhe mostra uma vida mais divertida, de prazeres sem igual, indo a concertos de grande repercussão, jantares finos e até viagens como aconteceu para Paris. 


Mas qual o melhor caminho? Os seus estudos a levaria a consagração profissional, dando tranqüilidade a seu futuro financeiro, a seus pais também, mas levaria uma vida chata, monótona e repetitiva. Enquanto sua nova vida com este homem a levaria a conhecer outros paladares, pessoas diferentes, tendo uma vida libertina. O cinema meu caro leitor é sim um aprendizado, de vida, é mais do que reflexão ou arte, está entre as melhores escolas e a má influência. Quando um cineasta exprime seu pensamento temos que observar com quem estaremos lhe dando. O genial Stanley Kubrick era um homem difícil, gostava da perfeição, repetia a mesma cena várias vezes, esse reflexo da perfeição no set era colocada para estar o mais perto possível do que realmente ele quer mostrar na tela. Sua peculiaridade, seu modo de ver as pessoas. Você conhece muito o artista através dos seus trabalhos. É uma forma de educar, mostrar sua vida nas telas, na literatura, na música etc. Por isso meu amigo leitor, você que escuta esse forró desmoralizado, impróprio para menores, pode ser uma influência negativa. Se você nunca escutou Mozart ou Beethoven com um certo conhecimento, provavelmente você nunca irá se importar com isso e recebendo o que é fácil de entendimento. Não vise só o entretenimento, viver com excitação com certeza é mais sedutor, mas vida não é isso, é se educar de todas as formas possíveis.

Nota: 9,0

Filme "Aparecida - O Milagre" estreia em todo o Brasil no dia 17, inclusive em Juazeiro do Norte no Cine Cariri.

O filme também estréia amanhã no Cine Cariri.

Marcos é um homem que perdeu a fé, mas que se vê confrontado com uma tragédia que pode mudar a sua vida: essa é a história do filme "Aparecida - O Milagre", que estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 17 de dezembro. O filme é dirigido por Tizuka Yamazaki e tem em seu elenco Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido, Bete Mendes, Leona Cavalli e Jonatas Faro.



"O Milagre" conta a história de Marcos, que, quando criança, perdeu o pai, operário da construção da basílica e grande devoto de Nossa Senhora Aparecida. Inconformado, Marcos culpa Maria pela perda. Já adulto, ele é um homem separado, que tem um relacionamento ruim com o filho, o qual sofre um gravíssimo acidente. Em meio a tantas dores, a devoção a Nossa Senhora Aparecida poderá salvá-lo.



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2011

Mais um ano termina e ai ficamos sabendo os ban-ban-ban do ano, os melhores filmes que a críticas e jornalistas votam para entrega do Globo de Ouro e do Oscar. E como o CinemaniaCariri sempre está mostrando a lista, eis os indicados para o troféu Globo de Ouro 2011.



Foram anunciados na manhã desta terça-feira (14) os indicados ao 68º Globo de Ouro, prêmio conhecido como prévia do Oscar. A cerimônia ocorreu no Beverly Hills Hotel, em Los Angeles, e teve Josh Duhamel (Juntos pelo Acaso), Katie Holmes (The Extra Men) e Blair Underwood (Full Frontal) - juntos com Philip Berk, presidente do evento - anunciando os indicados em 25 categorias.

O Discurso do Rei lidera entre os favoritos, com sete indicações. Destaque também para A Rede Social e O Vencedor, com seis indicações cada um. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em 16 de janeiro, às 22h (horário de Brasília) e será novamente apresentado pelo comediante britânico Ricky Gervais (The Invention of Lying).


Melhor Filme (Drama)
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
O Discurso do Rei
A Rede Social

Melhor Filme (Musical ou Comédia)
Alice no País das Maravilhas
Burlesque
Minhas Mães e Meu Pai
RED - Aposentados e Perigosos
O Turista

Melhor Ator (Drama)
Jesse Eisenberg (A Rede Social)
Colin Firth (O Discurso do Rei)
James Franco (127 Horas)
Ryan Goslyng (Blue Valentine)
Mark Wahlberg (O Vencedor)

Melhor Atriz (Drama)
Halle Berry (Frank & Alice)
Nicole Kidman (Rabbit Hole)
Jennifer Lawrence (Inverno da Alma)
Natalie Portman (Cisne Negro)
Michelle Williams (Blue Valentine)

Melhor Ator (Musical ou Comédia)
Johnny Depp (Alice no País das Maravilhas)
Johnny Dep (O Turista)
Paul Giamatti (Minha Versão para o Amor)
Jake Gyllenhaal (Amor e Outras Drogas)
Kevin Spacey (Casino Jack)

Melhor Atriz (Musical ou Comédia)
Anette Benning (Minhas Mães e Meu Pai)
Anne Hathaway (Amor e Outras Drogas)
Angelina Jolie (O Turista)
Julianne Morore (Minhas Mães e Meu Pai)
Emma Stone (A Mentira)

Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale (O Vencedor)
Michael Douglas (Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme)
Andrew Garfield (A Rede Social)
Jeremy Renner (Atração Perigosa)
Geoffrey Rush (O Discurso do Rei)

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams (O Vencedor)
Helena Bonham Carter (O Discurso do Rei)
Mila Kunis (Cisne Negro)
Melissa Leo (O Vencedor)
Jacki Weaver (Reino Animal)

Melhor Diretor
Darren Aronofsky (Cisne Negro)
David Fincher (A Rede Social)
Tom Hooper (O Discurso do Rei)
Christopher Nolan (A Origem)
David O. Russell (O Vencedor)

Melhor Roteiro
A Origem
Minhas Mães e Meu Pai
A Rede Social
O Discurso do Rei
127 Horas

Melhor Canção Original
Bound to You (Burlesque)
Coming Home (Country Strong)
I See The Light (Enrolados)
There's A Place For Us (As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada)
You Haven't Seen the Last of Me (Burlesque)

Melhor Trilha Sonora
O Discurso de Rei
Alice no País das Maravilhas
127 Horas
A Rede Social
A Origem

Melhor Filme Falado em Língua Estrangeira
Biutiful
O Concerto
The Edge
I Am Love
Em Um Mundo Melhor

Melhor Animação
Meu Malvado Favorito
Como Treinar Seu Dragão
Toy Story 3
Enrolados
O Mágico

Melhor Série de TV (Drama)
Boardwalk Empire
Dexter
The Good Wife
Madman
The Walking Dead


Melhor Série de TV (Musical ou Comédia)
The Big Bang Theory
30 Rock
Glee
Modern Family
Nurse Jackie

Melhor Minissérie ou Filme Produzido Para a TV
Carlos
The Pacific
Os Pilares da Terra
Temple Grandin
You Don't Know Jack


Melhor Atriz em série de TV (Comédia)
Toni Collette (The United States of Tara)
Edie Falco (Nurse Jackie)
Tina Fey (30 Rock)
Laura Linney (The Big C)
Lea Michele (Glee)

Melhor Ator em série de TV (Comédia)
Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
Thomas Jane (Hung)
Matthew Morrison (Glee)
Jim Parsons (The Big Bang Theory)

Melhor Ator Coadjuvante em série de TV, minissérie ou filme feito para a televisão
Scott Caan (Hawaii Five-0)
Chris Colfer (Glee)
Chris Noth (The Good Wife)
Eric Stonestreet (Modern Family)
David Strathairn (Temple Grandin)

Melhor Atriz Coadjuvante em série de TV, minissérie ou filme feito para a televisão
Hope Davis (The Special Relationship)
Jane Lynch (Glee)
Kelly MacDonald (Boardwalk Empire)
Julia Stiles (Dexter)
Sofia Vergara (Modern Family)

Melhor Atriz em uma minissérie ou filme feito para a televisão

Hayley Atwell (Pillars of the Earth)
Claire Danes (Temple Grandin)
Judi Dench (Return to Cranford)
Romola Garai (Emma)
Jennifer Love Hewitt (The Client List)

Melhor Ator em uma minissérie ou filme feito para a televisão
Idris Elba (Luther)
Ian McShane (Pillars of the Earth)
Al Pacino (You Don't Know Jack)
Dennis Quaid (The Special Relationship)
Edgar Ramirez (Carlos)

Fonte: Cineclick

domingo, 5 de dezembro de 2010

Inscrições da Bienal da UNE só até 15 de dezembro

O Coletivo Camaradas é um dos parceiros Bienal da UNE. O Estado do Ceará deverá inscrever mais de 100 trabalhos para atender a meta estabelecida pelo Instituto CUCA. Diversos artistas e estudantes da região do Cariri já enviaram trabalhos.

A coordenação da 7ª Bienal da UNE anunciou nesta terça-feira (30) a prorrogação do prazo para as inscrições de trabalhos nas mostras artísticas do festival. Inicialmente, a data final seria 30 de novembro. Porém, em razão da grande procura e com objetivo de ampliar a diversidade dos trabalhos que irão se apresentar na Bienal, a nova data definida é dia 15/12 (quarta-feira). Os nomes dos selecionados serão divulgados até o dia 20/12 (segunda-feira) no portal www.une.org.br. Haverá também comunicado por e-mail e telefone.

O EstudanteNet explica abaixo todas as formas que existem para participar da Bienal da UNE.

TRABALHOS SELECIONADOS PARA A 7ª BIENAL

A primeira forma de participar da Bienal da UNE é ter o seu trabalho selecionado para ser apresentado nas mostras artísticas. Caso isso ocorra, não é necessário fazer a inscrição individual (estará automaticamente abonado da taxa de R$ 100). O selecionado será ainda premiado com um pro labore e terá um alojamento específico (os alojamentos são em salas de aulas). A organização da Bienal não se responsabiliza pela alimentação e o translado até o Rio de Janeiro.

Para inscrever o seu trabalho na áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas basta ler o regulamento da 7ª Bienal e fazer o cadastro nos links abaixo. É fácil e gratuito.
As propostas podem ser enviadas até o dia 15/12/2010. O resultado dos selecionados será divulgado até o dia 20/12/2010 no portal www.une.org.br.

Pelo Twitter @bienaldaune, os interessados poderão acompanhar outras informações. Em breve será lançado também o hotsite da Bienal. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail bienal@une.org.br.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MEGAMENTE

Tenta e é bacana, mas acho impossível Dreamworks fazer algo melhor que Shrek.
Megamente é absolutamente o que queria ver nos cinemas quando vi o trailer pela primeira vez. Um vilão vindo do espaço com uma premissa idêntica do Superman, se chocando também com seu arquirrival o Metroman, que vindo de um planeta vizinho do Megamente acabam designados em seus destinos. Um o herói e o outro o vilão. 
O enredo aparecia estabelecer aquela velha luta do bem e do mal, de certa maneira é isso, ams se torna bacana nos minutos inicias quando contada toda a história da dupla até a inaugaração do Museu do Metroman na cidade Metrocity, o plano do Megamente fugido da prisão era de sequestrar a queridinha do Metroman, A Rosana Rocha, repórter local com seu camera muito doido, e trancá-lo num observatório recoberto de cobre, descobrindo assim seu ponto fraco. Com um raio solar poderoso criado pelo nosso vilão-protagonista (o cinema tá com muito dessas coisas hoje em dia) o Metroman morre. Desamparada, a sociedade se vê desprotegida nas mãos do amável Megamente (que é dublado pelo fantástico Will Ferrel) que não vê objetivos sem o bem lhe confrontando tempo todo. sabe, aquela idéia de que o Superman sem Lex Luthor poderia não representar um herói, a sociedade sem o mal não precisaria de um tal, ou como o coringa deixou bem claro, chamando o Batman de aberração como ele, que um não vivi sem o outro, que Batman não seria um herói sem o Coringa. Essa era a falta que Megamente sente. 


A partir daí as gags são colocadas de lado vindo um romantismo com a Rosana Rocha, mas claro, com aquela sintonia do Ferrel em sua dublagem. O Magamente cria um jeito de ter um herói novamente na cidade de Metrocity e cria uma fórmula para usar em alguém de bom coração e buscando causas nobres., dando-lhe uma força descomunal. Já contei muito do filme. Esta obra da Dreamworks que sempre faz algo interessante (ano passado com o Tá Chovendo Hamburguer) se garante nessa historinha gostosa e bem divertida para se ver com a família, sem pensar em disputas com PIXAR ou até mesmo com o símbolo-mor da Dreamworks que é Shrek. Comam sua pipoca e se preocupem com um passatempo bem divertido.

Nota: 7,5

AS ESTRÉIAS DE DEZEMBRO

Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada
Sinopse: A história narra as aventuras de Lúcia e Edmundo, juntamente com o primo Eustáquio e o agora rei Caspian, a bordo do navio Peregrino da Alvorada. Juntos têm a missão de saber o que aconteceu com os sete fidalgos que foram enviados para desbravar o oceano oriental por Miraz, tio de Caspian, conforme narrado em O Príncipe Caspian. Nesta viagem encontram inúmeras aventuras em diversas ilhas que encontram ao longo dos mares desconhecidos, habitadas por dragões, povos não muito amigáveis e criaturas estranhas como os Tontópodes.
Data Prevista: 10/12/2010 Elenco Com: Ben Barnes e Georgie Henley
Distribuidora: Fox films




Tron - O Legado
Sinopse: Em Tron Legacy Sam Flynn, especialista em tecnologia de 27 anos filho de Kevin Flynn, investiga o desaparecimento do pai e se vê preso no mesmo mundo povoado por programas ferozes e jogos fatais onde seu pai vive há 25 anos. Junto com sua fiel confidente Kevin, pai e filho embarcam em uma jornada de vida e morte por um universo cibernético visualmente deslumbrante que se tornou muito mais avançado e extremamente perigoso.
Data Prevista: 17/12/2010
Elenco Com: Michael Sheen e Jeff Bridges
Distribuidora: Disney





Entrando Numa Fria Com As Crianças
(Little Fockers, 2010)
Data Prevista: 22/12/2010
Elenco Com:  Ben Stiller, Robert De Niro, Owen Wilson, Dustin Hoffman, Barbra Streisand e Jessica Alba
Diário de um Banana
Sinopse: Greg Heffley é um garoto metido a esperto, que considera a fase escolar de ensino médio a coisa mais idiota do mundo. Para ele, tudo aquilo é uma área minada, povoada por crianças estúpidas e sem graça. Para sobreviver a isso, Greg tenta fazer algo que chame a atenção de todos e receba o reconhecimento que ele acredita merecer. Por isso registra todos os acontecimentos num diário - que ele oportunamente chama de jornal.
Data Prevista: 24/12/2010
Elenco Com: Zachary Gordon e Steve Zahn
Distribuidora: Fox films


Patrulha Estelar Sinopse: Patrulha Estelar se passa em 2220, vinte anos após o desenho. O planeta Terra está à beira da extinção após explosões das bombas planetárias dos Gamilions. A esperança chega na forma de uma mensagem da Rainha Starsha, do planeta Iscandar.
Data Prevista: 31/12/2010 Elenco Com: Takuya Kimura e Aya Ueto
Distribuidora: Europa filmes


Tiras em Apuros Sinopse: Na comédia, dois detetives (vividos por Bruce Willis e Tracy Morgan) precisam resgatar uma valiosa figurinha de beisebol roubada em 1952. No caminho, eles se deparam com um gângster e uma bela mexicana.
Data Prevista: 31/12/2010 Elenco Com: Bruce Willis e Tracy Morgan
Distribuidora: Warner Bros


Fonte: VerdeMares.com

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O HOBBIT SERÁ FILMADO COM TRINTA CÂMERAS RED


 Dê uma dessa pra mim, só uma.

Peter Jackson, diretor da trilogia “Senhor dos Anéis”, irá filmar a saga de Bilbo Bolseiro, Gollum e o Um Anel usando trinta câmeras RED EPIC a partir do início de 2011, na Nova Zelândia. O filme será produzido usando tecnologia 3D, o que justifica a necessidade de um grande número de câmeras, mas o impressionante é o valor dos equipamentos: cada RED EPIC custa aproximadamente 58 mil dólares.
As câmeras da RED são conhecidas por sua qualidade de imagem e a EPIC é o mais novo lançamento da empresa. O modelo utiliza um sensor Mysterium-X de 14 megapixels, com 5120 x 2700 pixels de resolução e até 120 quadros por segundo. Além disso, o sistema da EPIC conta com armazenagem em discos SSD, que permitem total independência de cabos, mesmo em filmagem tridimensional.

 

Apesar do valor nominal das câmeras, não se sabe quanto realmente Peter Jackson pagará pelo equipamento, já que o dono e fundador da RED, Jim Jannard, foi até a Nova Zelândia para apresentar o produto ao diretor.
A RED ONE, modelo anterior à EPIC, foi utilizado em filmes como “A Rede Social” e “O Livro de Eli”. O próprio Peter Jackson já utilizou o equipamento em “Distrito 9”, e será o primeiro a aproveitar todo o poder de uma RED EPIC – ou trinta delas – em uma produção cinematográfica de grande porte.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MORRE LESLIE NIELSEN, MARIO MONICELLI E IRVIN KERSHNER


A ruptura de um dos maiores comediantes que o cinema já viu aqui da terra. Leslie Nielsen morre aos 84 anos no último domingo dia 28 de novembro na Florida, EUA. Com seu humor maravilhoso onde muitas vezes fazia papéis que sempre homenageava o cinema como um todo em seus filmes metalinguístico e de pura inocência e maestria. Quase que foi eternizado no lugar de Charlton Helston quando disputou o papel em Ben-Hur, mas se consagrou como o mestre do riso, do cômico e do amor em fazer cinema. Filmes como "Corra que a Polícia Vem Aí', "Apertem os Cintos o Piloto Sumiu", "Duro de Espiar", "Todo Mundo em Pânico 3" entre outros tantos. É fazer a homenagem a este mago, este Mr. Magoo maravilhoso e verdadeiramente puro.



Outro grande homem a morrer um dia depois do nosso querido Leslie foi o diretor Irvin Kershner, que dirigiu o que George Lucas parecia não ter conseguido, O Império Contra-Ataca, morreu aos 87 anos em Los Angeles, informou nesta segunda-feira (29) sua neta, Adriana Santini, que vive em Paris. Nascido na Filadélfia, em 1923, Kershner trabalhou com música e fotogafia antes de começar sua carreira como cineasta. Segundo Adriana, o diretor faleceu após passar um longo período doente. Além do clássico da ficção científica de 1980, o cineasta também dirigiu Sean Connery como James Bond em "Nunca mais outra vez" (1983) e Peter Weller em "Robocop 2" (1990).


Mario Monicelli, cineasta italiano de 95 anos, suicidou-se nesta segunda-feira (29), atirando-se da janela do hospital San Giovanni de Roma onde estava internado, anunciou agora a agência Ansa. Entre suas obras-primas, Monicelli deixa para a posteridade filmes como "L'Armata Brancaleone" (O exército de Brancaleone), "Quinteto irreverente", "Meus caros amigos". Cineasta de humor inteligente e sensível. Vá em paz estas figurasque fizeram do cinema ser o que é, mágica e maravilhosa.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE

    Harry Potter, o ser cobiçado entre crianças, jovens e adultos. o ícone mais importante dessa década que está acabando, um personagem que deu alma a literatura mundial esta no seu fim nos cinemas. Elogios à parte, Harry ainda pode existir. Em outras plataformas, tentando criar sua série de TV, seu quadrinho (Neil Gaiman sabe disso hêin?) enfim, falar desse bruxinho que começou com onze anos de idade teve sua primeira parte (ou diria segunda de uma trilogia onde começou pelo Enigma do Príncipe?!) do seu final apoteótico e sombrio.
Para quem vai ao cinema para conhecer o bruxo teve mais felicidade com o filme, pois desde O Prisioneiro de Askaban não vimos algo um pouco mais fiel para os fãs ferrenhos e destemidos. Um filme de 2 horas e 27 minutos deu tempo para sugar mais de 50% do livro, e compassadamente, vemos o enredo fluir, sem aquela agonia das coisas terem que acontecer logo, atropeladas pelo tempo determinado muito as vezes pela produtora ou outros afins corruptíveis que o cinema infelizmente tem que aceitar para um melhor conforto com a bilheteria. É. Quanto mais o filme seja curto necessariamente, mais pessoas irão assistir a um passatempo no cinema, como para muitos isso é mesmo, para mim, é mais do que diversão e eu já disse isso né.

    Pois bem, começa com Harry, Ron e Hermione em uma perigosa missão para encontrar e destruir o segredo da imortalidade e destruição de Voldemort — as Horcruxes.
Sozinhos, sem seus mentores ou a proteção de Dumbledore, os três amigos agora dependem um dos outros mais do que nunca. Mas no caminho estão Forças das Trevas que ameaçam acabar com eles.
Paralelamente, o mundo da magia se tornou um local perigoso para todos os inimigos do Lorde das Trevas. A guerra aguardada com temor há muito tempo já começou e os Comensais da Morte de Voldemort tomaram o controle do Ministério da Magia e até mesmo de Hogwarts, assustando e capturando qualquer um que se oponha a eles. Mas eles ainda buscam o prêmio de maior valor para Voldemort: Harry Potter. O Escolhido se tornou o caçado quando os Comensais da Morte saem em sua busca com ordens de levá-lo para Voldemort.

     
A única esperança de Harry é achar as Horcruxes antes de ser encontrado por Voldemort. Mas, à medida que procura por pistas, ele descobre uma lenda antiga e quase esquecida: a lenda das Relíquias da Morte. E se a lenda for verdadeira, isso poderia dar a Voldemort o imenso poder que ele tanto busca.
Harry nem imagina que seu futuro já foi decidido pelo seu passado, quando naquele dia fatídico, ele se tornou o "Menino Sobrevivente". Não mais só um menino, Harry Potter está cada vez mais próximo da tarefa para a qual está se preparando desde o primeiro dia em que pisou em Hogwarts: a batalha final com Voldemort.

Mais uma homenagem que vejo na obra-mor de J.K Rowling ao trazer em seu último livro sobre a vida do bruxinho a semelhante trajetória de Frodo Baggins, dando densidade e algo sombrio na busca de destruir não o Um Anel para todos dominar, e sim Voldemort, as relíquias da morte é uma lenda riquíssima e bem definida, muito massa é o que costumo dizer, e faz da franquia ser uma franquia são estes detalhes fantásticos, riquezas amadurecidas com o passar dos anos de Potter, a empatia cresce, entre seus melhores amigos também, onde se tem lealdade e solidarieadde o tempo todo. A arte é sim um prato cheiodas emoções, da interpretação humana, mesmo vindo de um bruxo de sangue puro ou ruim, o sentimento existirá.
O fim está próximo, no dia 15 de Julho de 2011 iremos conhecer o destino de Harry Potter nos cinemas, ou não, como disse no começo, outras mídias irão aparecer, é esperar para ver.

Demetrius Silva

Nota: 9,0